Dessa vez não vou evitar dizer o que está na minha cabeça só porque eu sei que minha mente geminiana vai negar no dia seguinte, não fugirei de palavras bonitas porque quem diz não é uma pessoa perfeita, não arrumarei mil defeitos pra brigar contra as novecentas e noventa e nove qualidades, não desviarei meus olhos por medo de ter minha mente lida, não sumirei por medo de desaparecer, não vou ferir por medo de machucar, não serei chata por medo de você me achar legal, não vou desistir antes de começar, não vou evitar minha excentricidade, não vou me anular por sentir demais e logo depois não sentir nada, não vou me esconder em personagens, não vou contar minha vida inteira em busca de ter realmente uma vida.
Dessa vez não vou querer tudo de uma vez, porque sempre acabo ficando sem nada no final.
Estou apostando minhas fichas em você e saiba que eu não sou de fazer isso. Mas estou neste momento frágil que não quer acabar. Fiquei menos cafajeste, menos racional, menos eu. E estou aproveitando pra tentar levar algo adiante. Relacionamentos que não saem da primeira página já me esgotaram, decorei o prólogo e estou pronta pro primeiro capítulo. Caio F. de Abreu
No dia em que ele terminou com ela, ele havia dito a ela para parar de ser tão ingênua, infantil, tola e inocente, pois na vida, viriam muitos iguais a ele, que a amariam da boca pra fora e depois achariam alguém bem melhor. Aquelas palavras não saiam do pensamento dela, e pra demonstrar o quão “criança” ela era pra ele, resolveu fazer o mesmo, sendo fria, amarga, madura, “cabeça” até demais. Sim, aquele que um dia ela amou, fez esta menina crescer, pra não aprender mais a cair nas conversas de canalhas como ele, muitos mais infantis do que ela, pelo menos na capacidade mental, pois um garoto machuca uma menina, agora um homem nunca vai ferir o coração de uma mulher. (S-0)